Carlos Roberto -  CRS Palestrante

A vida,  os sentimentos e impressões em prosa e verso

Textos


“ Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.
 
Um mágico teve pena dele e o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.
 
Então ele começou a temer os caçadores.
 
A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse:
 
- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente e enfrentar as adversidades, vencendo-os…” (* Autor desconhecido)
 
Algo comum a todos os mortais é o medo. Ele tem sua grande valia em se tratando de uma reação à um perigo real ou iminente  e que nos ameaça, contudo, o medo funciona, na maioria das vezes, como um motivador negativo porque compele ou inibe o desenvolvimento saudável do indivíduo, produzindo  com isso,  consequências danosas.  Há pessoas que permanecem estáticas em sua trajetória pessoal ou profissional, porque estão possuídas por uma ansiedade irracional,  ou,  até mesmo fundamentada em falsas premissas estabelecidas pela própria mente.
 
É bem possível que você conheça alguém que esteja sendo vítima desse temor crônico, ou, quem sabe, você mesmo esteja sentindo que mesmo tão aplicado(a) no desenvolvimento de suas habilidades e competências, pairam em seu horizonte as nuvens da incerteza e a ameaça de um temporal catastrófico que comprometem o seu futuro.
 
Pode ser que alguém faça um rol extenso de medos, porém, há quatro temores dominantes que assaltam a humanidade e precisam ser dominados, aplacados ou mesmo neutralizados:
 
1 – O medo da morte.
 
2 – O medo da rejeição
 
3 – O medo da mudança.
 
4 -  O medo do sucesso.
 
MEDO DA MORTE
 
No tocante ao medo da morte a explicação pode ser feita de acordo com valores religiosos e espiritualidade de cada um. Há uma dicotomia que deriva do fato de habitarmos um corpo material e finito e existirmos no contexto de uma espiritualidade que nos coloca num porvir de vida post mortem. Qualquer digressão que pudesse ser realizada aqui, esbarraria na relativização da forma como cada um encara o mistério da morte. A insegurança decorrente da violência e o temor de contrair doenças contagiosas são provas desse medo e a discussão  toma até mesmo os planos de governo dos candidatos políticos que levam em conta os receios comuns da sociedade (segurança, saúde, emprego, etc).
 
MEDO DA REJEIÇÃO
 
O medo da rejeição deita suas raízes até mesmo na vida intrauterina, período em que a gestante precisa estar num estado de espírito adequado e esperançoso trazendo reflexos positivos à criança que trará ao mundo. Crianças necessitam de encorajamento e elogios ao tentarem dominar as primeiras habilidades e quando fracassam, necessitam de compreensão. O crescimento num lar bem estruturado será um bom precedente à uma vida adulta saudável, “sem grilos”.
 
Adolescentes, por sua vez, precisam de  novos relacionamentos, firmarem sua independência e descobrirem a própria competência fora da família. Precisam de incentivos e elogios e, mais que isso, aceitação como são.
 
Há pessoas travadas pessoal ou profissionalmente, porque a mente está contaminada por receio de rejeição, nascido da imagem negativa que arruinou ou destruiu por completo a autoestima delas.
 
3 – MEDO DA MUDANÇA
 
O medo da mudança não é incomum. Toda mudança ou expectativa de mudança leva à uma ansiedade intensa de sorte que o indivíduo varia entre a expectativa do bem estar que a mudança pode trazer e o fracasso que ela pode causar. O que a experiência mostra é que o enfrentamento racional desse medo, é a melhor coisa que pode ser feita. Normalmente esse medo pode ser vencido com uma atividade simples, ou seja, respondendo duas indagações básicas: 1 - O que ganho se mudar e o que perco se mudar?  É possível que nessa lista de ganhos esteja apenas uma compensação financeira enquanto que valores inestimáveis estejam sendo sacrificados, nesse caso, o bom senso sempre estará a recomendar a sobrevivência daquilo que é inegociável.
 
4 – MEDO DO SUCESSO
 
O quarto medo parece ser algo inaceitável e irreal, o medo do sucesso. Esse medo pode estar associado ao medo da mudança quando a pessoa até admite chegar ao topo da montanha, porém, é tomada pelo receio de ser incompetente para permanecer naquilo que alcançou. A melhor forma de tratar com isso é exorcizando o reforço do fracasso experimentado no passado e, também, o abandono à previsão de fracasso nas ações futuras. Estabelecer metas desafiadoras, mas dentro de uma certa realidade é o melhor a se fazer. A criatividade é outra forma de reinventar-se a cada dia e ousar sem tanta preocupação com o sucesso obtido, pois a exemplo dos grandes campeões olímpicos, toda marca sempre será superada até mesmo pelo próprio recordista.
 
CONCLUSÃO
 
A excelência é para pessoas ousadas, determinadas e confiantes na capacidade de serem bem sucedidas  e a mediocridade, por sua vez, é a recompensa daqueles que nada arriscam ou arriscam pouco por causa do medo que as domina.
 
A identificação desses medos e a ajuda de um profissional especializado, poderá  trazer uma contribuição decisiva para destravar o desenvolvimento de novas habilidades e competências e, mais que isso, potencializar a alta performance e conduzir a marcas importantes. 
 
Carlos Souza
Enviado por Carlos Souza em 06/10/2018
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